sábado, 22 de dezembro de 2007

13. O despertar da Vila Santa Thereza de Bagé

"O renascimento do complexo histórico

e cultural da Vila Santa Thereza - 2008"

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VISCONDE DE MAGALHÃES

"uma figura ímpar

de grande tenacidade"

1897 - Início da construção do complexo de prédios da Charqueada de Santa Theresa em Bagé. O português Antônio Nunes de Ribeiro Magalhães - "Visconde de Magalhães" chegou ao Brasil com apenas 12 anos de idade, estabeleceu-se em Bagé em 1872, personagem de grande tenacidade e marcante capacidade empreendedora, foi capaz de construir, em plena Campanha Gaúcha do século XIX (sete quilômetros do centro de Bagé), um aglomerado urbano que oferecia moradia, cultura, lazer e consumo aos operários de suas indústrias de carne. Havia uma esplêndida "quadra de tenis", para que, nas horas de lazer, os funcionários cultivassem este belo esporte. No complexo da Charqueada S. Theresa, em sua residência, o Visconde recebia pessoas ilustres: artistas, políticos e figuras de projeção nacional e internacional. Ele mantinha na "Vila Operária" cerca de oitocentas pessoas, entre trabalhadores e seus familiares,

em casas de alvenaria.

Uma usina produzia luz elétrica,

havia indústrias de carne,

hospital,

farmácia,

padaria,

adega,

armazém,

alfaiataria,

carpintaria,

ferraria,

depósito de madeira,

fábricas de gelo,

adubos,

tijolos,

cal,

ladrilhos hidráulico,

água encanada,

produção de vinho

e uma estação de trem.

A "quinta", com 500 metros de frente por 400 metros de fundos, com vários tipos de frutas. Um "parreiral" que garantia a produção de 50 pipas de vinho por ano e um "viveiro" de aves exóticas, como pavão, codornas, pombos correio e faisões. Em frente à mansão, via-se um jardim com uma ilha, com lago artificial, onde existiam peixes de diversas cores. No centro da ilha uma espécie de "coreto", onde as bandas musicais se apresentavam. Partindo da residência em direção ao açude da charqueada havia uma avenida, com um "túnel" de eucalíptos. Uma pequena "capela católica" foi construída em homenagem a Santa Theresa D`Ávila, para cumprir promessa feita por dona Theresa, esposa do Visconde, inaugurada dia 15 de outubro de 1908. Um órgão e os paramentos litúrgicos, de grande riqueza, vieram de Paris para a sua inauguração. Um teatro que servia de "cinematógrapho" e possuia 50 cadeiras, seis camarins, 17 camarotes, sala de bilhar, piano e copa. Antonio Magalhães, aos 65 anos recebeu do rei de Portugal, Dom Carlos, o título de Visconde, em reconhecimento à sua obra realizada no Brasil e por atos de filantropia. Foi nomeado vice-cônsul de Portugal. Em 1916, era o segundo maior contribuinte no Estado do Rio Grande do Sul, em imposto territorial. Faleceu aos 85 anos em 11.01.1926.

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"DE RUÍNAS A CENTRO HISTÓRICO"

Por Silvana Losekann

"25 de outubro de 2008", foi inaugurada a primeira etapa da revitalização do sítio histórico, a Vila Santa Thereza, em Bagé, voltou a escutar os badalos do sino de sua capela. É um toque de despertar para esta pequena comunidade que estava fadada às ruínas, destino interrompido em 2005, quando começou o restauro dos prédios construídos no entorno da antiga Charqueada do Visconde Ribeiro de Magalhães.

"Um passado de orgulho

e desenvolvimento"

O lugar ganhou oficialmente o nome de Centro Histórico Vila de Santa Thereza. Seu restauro, que recupera prédios que estavam em ruínas, é fruto de um insistente trabalho da Associação Pró-Santa Thereza, fundada em 2003. O grupo é capitaneado por Irecê Móglia, 81 anos, da família que comprou a charqueada depois que o Visconde morreu e Maria Luísa Teixeira da Luz, 68 anos, bisneta do Visconde Ribeiro de Magalhães. 25.10.2008

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"Uma vila que é pura história"

Visconde Ribeiro de Magalhães inaugurou sua charqueada em 1897. Decidiu não só erguer a indústria, mas criar uma estrutura para que os mais de 800 funcionários e seus familiares desfrutassem do local como se estivessem em uma pequena cidade situada no interior de Bagé. O investimento foi tão grande e chamou tanto a atenção da região que a assim chamada Vila de Santa Thereza chegou a ser difundida como modelo de urbanização para a região da Campanha. Na época, havia até energia elétrica, recurso que só chegaria à própria cidade de Bagé anos depois. Com a morte do Visconde, em 1926, as famílias Móglia e Prati assumiram o controle da charqueada e de todo o seu entorno. Na década de 1960, as atividades foram encerradas. O prédio da antiga indústria atualmente está ocupada por uma empresa transportadora. Outros prédios foram adquiridos por pessoas físicas e até pela prefeitura, como é o caso do antigo posto médico da vila, que virou uma escola da rede municipal de educação.

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Tesouro bageense Bagé reencontra no interior do município, uma pequena relíquia de grande importância histórica e cultural, o chamado "Centro histórico da Vila Santa Thereza".


"Um santuário de 100 anos"

Brasília conhece os quadros que retratam as 14 estações da Via Sacra, que ficarão definitivamente na Capela de Santa Thereza em Bagé.

As pinturas que vão adornar as paredes do pequeno santuário (1908/2008), a Capela de Santa Thereza, são 14 telas que representam a Via-Crúcis e um tríptico com as imagens de Santa Thereza, São Francisco e Santa Clara. As obras foram especialmente concebidas para a capela por Glênio Bianchetti, gaúcho de Bagé radicado em Brasília, nome referencial das artes visuais no Rio G. do Sul, ligado aos clubes de gravura da década de 50.

O artista de 80 anos trabalhou por seis meses na criação desse conjunto:

- Na Via Sacra, a gente não tem saída: precisa contar uma história mil vezes já contada. Optei por me prender mais na solidão do Cristo na hora da morte. Ele aparece como uma criatura humana, igual a nós, caminhando para o fim. - Comenta Glênio Biachetti

Em uma das telas, Cristo tem por companhia apenas um cusco. Biachetti usou tinta acrílica sobre tela colada em madeira.

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"A importância cultural e histórica do lugar é muito grande" Maria Luísa Teixeira Luz - Bisneta do Visconde.
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"Histórias da vila mais antiga de Bagé"

Itamar Robaina Madeira, 74 anos, não acreditava que a vila pudesse se tornar referência histórica e cultural do município da Campanha. A comunidade em que nasceu e se criou morria aos poucos desde o encerramento das atividades da charqueada em 1960. Itamar não arredou pé. Permaneceu morando próximo à Capela de Santa Thereza, onde foi batizado. Ao lado dela, o Teatro Santo Antônio era palco de festejos de que Itamar lembra como se fosse hoje. Trabalhando em um pequeno armazém com o nome da vila, ele está ansioso por viver novos momentos de lazer na comunidade.

- Era um tempo muito bom que teremos a oportunidade de reviver - comemora Itamar Madeira.

O casamento do casal Maria Tereza Marques Irazoqui e Oscar Irazoqui, que realizaram cerimônia na Capela de Santa Thereza em 1954 e, cinquenta anos depois (2004), comemoraram bodas de ouro no mesmo espaço.

- O que impressiona é a visão que ele (Visconde) teve: implantar vida urbana em plena campanha, com bonde e um teatro que chegou a funcionar como cinema - comenta o arquiteto responsável pelas obras de recuperação do conjunto, Flávio Kiefer.

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AVENIDA VISCONDE DE RIBEIRO MAGALHÃES A Avenida Visconde de Ribeiro Magalhães foi inaugurada em 1915, possui quatro quilômetros de extensão e vinte metros de largura. Foram plantados mil e trezentos eucalíptos nas bordas da avenida, com a distância de seis metros entre si. No momento da inauguração, os filhos, os netos e algumas autoridades do município de Bagé, fizeram a simbólica plantação das árvores ao longo da avenida.

Curiosidades: As avenidas largas e arborizadas podem ser consideradas como um símbolo do cosmopolitismo da época, na qual ocorre a importação dos estilos das avenidas francesas (conhecidos como Boulevard's) para os padrões nacionais. Os Boulevard's franceses caracterizam-se por avenidas largas que possuíam o objetivo de higienizar os guetos parisienses: ajudam a circular o ar nos apertados espaços urbanos de Paris, assim como, facilitam o transporte de tropas entre eles. As avenidas largas e arborizadas do Brasil possuem o poder de monumentalizar o espaço urbano, assim como, passar a idéia de "progresso" e "modernidade" para a sociedade da época.

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Ostentação

requinte

e luxo

no Palacete do Visconde

O PALACETE O Palacete foi construído em um local privilegiado de Santa Thereza, dele é possível observar todo o Complexo construído no entorno da charqueada, já que situado em uma área afastada e de relevo mais elevado que as demais. O estilo arquitetônico do Palacete chama a atenção. Segundo informações do arquiteto Alberto Brilhante Wolle, o mesmo pode ser classificado no estilo eclético, devido aos excessivos ornamentos utilizados na fachada.

Curiosidades: FABRIS(1993) lembra que a arquitetura eclética faz parte do cenário moderno no Brasil, feita por um "encomendante, em geral novo rico, despido de qualquer laço, daquela cultura aristocrática do século anterior". Essa é a arquitetura da sociedade industrial. A elite brasileira desse período reproduz nas suas residências, os tipos e modelos admirados na Europa, em um nítido "desejo de ser estranho" e numa típica "sede de cosmopolitismo". O eclético faz do Brasil "um país mestiço que se sonha branco", o gosto pelo "pitoresco" acentua a "sensação de viver fora do Brasil". As características arquitetônicas do Palacete do Visconde representam muitos elementos descritos sobre esse personagem, principalmente, a necessidade de ostentação, requinte e luxo.


A MODA EM SANTA THEREZA

Bagé assinalou o seu maior momento de opulência.

Fruto do bom andamento da economia de então, foram os moradores desta terra agraciados com os dividendos que a boa indústria e o bom comércio podem proporcionar aos habitantes de uma comunidade. Quando a economia vai bem, todo o resto acompanha. Esse é um princípio irrefutável, comprovando ao longo do percurso do homem na face da terra. No Brasil tivemos os ciclos do cacau, da borracha e aqui nestas paragens o ciclo do charque, produzido e exportado para todo o país e além fronteiras. A carne salgada foi, por muito tempo, o principal alimento das massas trabalhadoras dessa América.

Aqui em Santa Thereza jorrava dinheiro.

Pra sorte desse povo, esse dinheiro estava em boas mãos.

A riqueza por sí só não se justifica e, muitas vezes, se torna até obsena como vemos frequentemente.

A riqueza só é salutar quando se coloca a serviço do progresso e do desenvolvimento, e especialmente quando serve ao interesse social.

Foi o que aqui se deu. Um homem vindo dos confins da pobreza graças ao seu trabalho e tirocínio tornou-se rico. O mais rico da região. E, por ter passado pelo que passou na sua meninice e juventude, compreendia o real sentido e valor da riqueza.

O capital deve estar a serviço da felicidade do homem.

E o homem não pode dele tornar-se escravo e muito menos em nome dele escravizar seus semelhantes.

Antonio Nunes de Ribeiro Magalhães, um portuguesinho de calças rotas e calçando "chocos" virou visconde. O título, porém, é o que menos conta. O que conta é a visão humanista desse visionário. Não resta a menor dúvida que esse homem tinha o que a maioria não tem, porém que todos deveriam ter.

Amor pela humanidade.

E, uma vez rico, viabilizou o seu sonho. Implantou uma comunidade padrão, algo que na linguagem atual seria considerado "primeiro Mundo".

Viajante do sonho, nele navegou por um bom tempo.

Mas Antonio Ribeiro de Magalhães não foi só um empreendedor bem sucedido, foi também um homem de gosto refinado e de sensibilidade para os assuntos da cultura. Não só proporcionou as melhores condições de trabalho a seus operários como também colocou à disposição dos que o cercavam os meios que possibilitaram a seus próximos o prazer da fruição cultural. Ele e sua esposa Thereza agraciaram a todos que aqui conviviam com a técnica, ciência e arte. Foram tempos de fartura, tempo que corria lento e o trabalho se misturava ao ócio produtivo, aos prazeres da boa mesa e ao vestir-se com apuro e elegância.

E tivemos em Bagé a alta moda da época.

Eram cinco refeições diários e, no mínimo, três trocas de roupas a cada jornada. As roupas de trabalho, as ditas de estar e as de passeio ou festivas. Para cada momento uma indumentária. E quase tudo importado e de primeira qualidade.

Chapéus do Panamá;

Calçados da Itália;

Gabardines dos Estados Unidos;

Casimiras da Inglaterra;

Sedas da China;

Linho do Egito.

Por aqui o mundo desfilava seus melhores produtos da moda.

Sem falar nas jóias e objetos. Era a opulência discreta, sem exageros e na justa medida.

O primado da elegência.

Esse era o modo de as pessoas estarem em sintonia com a modernidade que chegava até aqui pelos catálogos dos viajantes comerciais e pelas revistas ilustradas, que se chamavam antigamente "figurinos". Observando com atenção as imagens registradas nas fotos que restaram nos reportamos a um tempo passado em que as pessoas eram felizes. É o que se nota em suas fisionomias e no seu porte, apesar da seriedade e discrição revelados. Estamos revivendo, com elementos da atualidade, belos momentos em que o ato de vestir bem é revelador de uma sociedade e seu tempo. E a partir de uma perspectiva antropológica e empírica tentar

"desvendar quem foram eles

e quem somos nós e,

quem sabe, juntando as duas pontas alcançar, por meio da moda

a nossa verdadeira dimensão humanística".

Juntando passado e presente em um momento único e construindo no imaginário os bons tempos por que tanto ansiamos.

É livre o sonho. Sapiran Brito (J.Minuano)

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TEATRO SANTO ANTÔNIO

O Teatro Santo Antonio foi construído no início do século xx pelo Visconde de Ribeiro Magalhães.

Possuía:

Seis camarins,

dezessete camarotes,

cinquenta cadeiras,

gerais,

mesa de bilhar,

piano,

bilheteria

e copa.

O teto com medalhões de:

Carlos Gomes,

Donizzetti,

Bellini,

Auber,

Ariza,

Gounod,

Puccini,

Frnchetti,

Verdi,

Marchetti,

Feiullet,

Barrou

e Chopin.

Havia um grupo de Arte Dramática, constituídas pelos operários da Charqueada. Quando a Viscondessa faleceu o Teatro Santo Antonio foi doado para a municipalidade de Bagé, com o objetivo de que ali fosse instalada uma escola. Entretanto, devido ao descaso e destruição o teatro desapareceu.

Notícias do Complexo Cultural de Santa Thereza, após sua inauguração em 2008

11.04.09 - O complexo cultural de Santa Thereza tem se tornado referência em programação cultural na cidade de Bagé. Prova disso é que, desde sua inauguração, várias atividades já foram realizadas e outras estão programadas. Eliane Pacheco - tesoureira da Associação Pró-Santa Thereza, está satisfeita com os resultados. Nossa meta é ter um calendário de programação diário. Mais de duas mil pessoas já estiveram no local. O Teatro Santo Antônio é o local mais explorado do complexo.


Em breve mais história da Vila Santa Thereza:

A vila dos operários,

Uma charqueada, um patrimônio, uma história

Visitantes ilustres e etc


Fontes:

Moglia, Yerecê

Losekann, Silvana

Soares, Fernanda Codevilla

Tebaldi, Graziela Toledo

Milder, Saul Eduardo Seiguer

Jornal Minuano de Bagé

Arquivo Público Municipal de Bagé

http://www.defender.org.br/

http://www.zerohora.com.br/








10 comentários:

topázio disse...

já visitei várias vezes o complexo de santa tereza, e posso dezer que o Bagé tem um dos melhores pontos turísticos .

Isha Shiri disse...

Hello!

A cidade parece ser muito aconchegante. Obrigada enviar e-mail do seu blog-link. Estou a te seguir.


Desejo-lhe a Paz.
Kisses

Maria Marçal disse...

Um prazer ter a tua presença em meu Blog Maturidade, Manoel.

Quantas personalidades Bagé proporciona ao mundo, não é mesmo?
Não ví o Collares que fui sua Oficial de Gabinete na Prefeitura de Porto Alegre, antes de ingressar no TJ-RS.

Outra grande pessoa.

Fica meu abraço e agradecimento.

Maria Marçal - Porto Alegre - RS

Dante disse...

Bastante interessante o seu blog. Pelo que li, moras em sao paulo, se quiseres posso te mandar fotos da cidade. Abraço

Manoel Ianzer disse...

Dante obrigado pelo seu contato. Mande fotos de Bagé com o nome do fotógrafo, para eu postar no blog.
Abraço
manoel.ianzer@ig.com.br

ARGEMIRO BRITO disse...

Amigo Manoelito, quando estivemos em Bagé no Carnaval deste ano, infelizmente não tivemos tempo disponível para visitar o Complexo de Santa Teresa. Fica para a próxima, com certeza. Baitabraço!

Ricardo Leo disse...

Olá Sr. Manoel, boa noite
Estava fazendo uma pesquisa e encontrei seu blog, ganhei uma medalha da minha bisavó que contem de um lado a figura da sagrada familia e do outro as inscrições ´´ Lembrança do Festeiro, Visconde de R. Magalhães - 1907``.
Nunca soube nada da origem desta medalha, sou de Pelotas mas moro hoje em Brasília e acredito que esta medalha tenha algo a ver com a historia do Visconde Ribeiro de Magalhães.

Muito bom o conteudo de seu blog, parabéns.
Um Abraço.

Ricardo Leonardo Filho

Manoel Ianzer disse...

Ricardo acredito que essa medalha possa ser das festas do Visconde, que além de muito rico era festeiro. Pode ser que o atual Secretário de Cultura de Bagé - Sr. Sapiran Brito, que também é jornalista e andou escrevendo fatos da história do Visconde Ribeiro de Magalhães. Pelo google procura o site da Secretaria de Cultura de Bagé. Abraço

Ricardo Leo disse...

Obrigado Sr. Manoel pela resposta.

Um abraço!

Paulo Musa disse...

O Visconde de Ribeiro Magalhães era avô da minha avó materna.
Parabéns por compartilhar estas informações em um momento onde o grande pecuarista é o Joesley. De ser onde se conclui que já não se fazem grandes pecuaristas como antigamente...